Geraldo Hasse / Século Diário
Com raras exceções, governar é dizer amém a quem tem dinheiro -- banqueiros, concessionários de serviços públicos, empreiteiros, industriais e empresários de grande porte. Tem sido assim desde o alvorecer das repúblicas, com ou sem participação popular por meio do voto. No Brasil foi assim com
Getulio, Juscelino, os militares, Sarney, Collor, FHC e Lula. Dilma segue pela mesma trilha.
A decantada inclusão social patrocinada pelos governos petistas custa menos de 15% do que a União paga de juros aos rentistas nacionais e internacionais. Não há esforços nem tentativas de fazer as esperadas e prometidas reformas agrária, fiscal, eleitoral, política etc.
O Brasil se contenta em ser um espaço livre, uma cancha nova para a prática do jogo capitalista. Taí a Copa 2014, o Brasil se dispondo a sujeitar-se aos ditames da Fifa, a multinacional do futebol. Os preparativos para a Copa 2014 confirmam que o Brasil se compraz em ser palco mas renuncia a ser ator, autor ou diretor desse espetáculo fugaz montado para proporcionar chances de business sob mediação do espetáculo futebolístico.
A quem duvida dos parágrafos acima, recomendo ler a entrevista do engenheiro Ildo Sauer à revista da Adusp (www.adusp.org.br), edição de outubro de 2001. Ex-diretor da Petrobras, Sauer contra o governo petista facilitou a ascensão do empresário Eike Batista ao grande negócio do petróleo. É uma entrevista de mais de dez páginas com notáveis revelações, confirmando o que está escrito no início deste texto: é mais fácil governar dizendo amém aos detentores do dinheiro.
Getulio, Juscelino, os militares, Sarney, Collor, FHC e Lula. Dilma segue pela mesma trilha.
A decantada inclusão social patrocinada pelos governos petistas custa menos de 15% do que a União paga de juros aos rentistas nacionais e internacionais. Não há esforços nem tentativas de fazer as esperadas e prometidas reformas agrária, fiscal, eleitoral, política etc.
O Brasil se contenta em ser um espaço livre, uma cancha nova para a prática do jogo capitalista. Taí a Copa 2014, o Brasil se dispondo a sujeitar-se aos ditames da Fifa, a multinacional do futebol. Os preparativos para a Copa 2014 confirmam que o Brasil se compraz em ser palco mas renuncia a ser ator, autor ou diretor desse espetáculo fugaz montado para proporcionar chances de business sob mediação do espetáculo futebolístico.
A quem duvida dos parágrafos acima, recomendo ler a entrevista do engenheiro Ildo Sauer à revista da Adusp (www.adusp.org.br), edição de outubro de 2001. Ex-diretor da Petrobras, Sauer contra o governo petista facilitou a ascensão do empresário Eike Batista ao grande negócio do petróleo. É uma entrevista de mais de dez páginas com notáveis revelações, confirmando o que está escrito no início deste texto: é mais fácil governar dizendo amém aos detentores do dinheiro.

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